Governo peruano expulsa embaixador da Venezuela em Lima

  • 11/08/2017 - 19h56

Da Agência EFE

O Ministério de Relações Exteriores do Peru informou nesta sexta-feira (11) que decidiu expulsar o embaixador da Venezuela em Lima, Diego Alfredo Molero Bellavia, devido a uma nota de protesto enviada pelo governo venezuelano. "Foi dado a ele o prazo máximo de cinco dias para deixar o território peruano", disse a nota. A informação é da agência EFE.

Em comunicado, a Chancelaria peruana informou que considerou como "não recebida a nota de protesto do governo da Venezuela sobre a Declaração de Lima, por conter termos inaceitáveis. Dita Declaração, assinada na última terça-feira por chanceleres de 17 países da América Latina e do Caribe, inclusive o Brasil, afirmou que a ordem democrática na Venezuela foi rompida e que as ações tomadas pela Assembleia Nacional Constituinte venezuelana não serão reconhecidas.

No comunicado divulgado hoje, o governo do Peru reafirmou sua "firme disposição de continuar contribuindo para a restauração da democracia na Venezuela".

Horas antes, o chanceler peruano, Ricardo Luna, tinha afirmado que a expulsão definitiva do embaixador da Venezuela no país, em protesto contra o governo de Nicolás Maduro, era uma decisão que seria tomada no "devido momento".

Além disso, Luna descartou uma reunião de líderes da região pedida por Maduro ontem para retomar o diálogo político na América Latina. Segundo o chanceler, o convite foi "informal" e não havia "clareza" nas palavras do presidente venezuelano.

"Esse convite não foi feito com clareza, não se sabe qual é a temática, não se sabe quem está sendo convidado", afirmou. "Ele (Maduro) também está falando em nome de um grupo de países da Alba [Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América]  que não tem, necessariamente, uma organização. Foi um convite informal que não consideramos como algo que precisa ser avaliado. Por isso, descartamos", completou.

Maduro pediu ontem a convocação urgente de uma cúpula de chefes de Estado e governo da América Latina e o Caribe para restituir as relações de diálogo no continente. "Não vejo razões para que ninguém se negue a uma cúpula de portas fechadas, já que todos estão falando da Venezuela. Se tivermos que ficar dois dias trancados, falando cara a cara, que façamos isso e busquemos recompor as relações da América Latina", afirmou Maduro.

O chanceler peruano reforçou que a Declaração de Lima é um compromisso adotado pelos chanceleres da América Latina e do Caribe que consideram que a Venezuela já não é uma democracia.

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